Criacionismo, Evolucionismo, e Design Inteligente - Os complexos dogmas de uma sociedade ainda cambeta



A discussão entre o evolucionismo e o criacionismo está cada vez mais evidente, principalmente, após as polêmicas levantadas pelas páginas ateístas que invadem cada vez mais as redes sociais, o conteúdo crítico presente em tais páginas por vezes beira o preconceito. Da mesma maneira, a discussão vinda das páginas religiosas mantêm o mesmo princípio crítico e por vezes preconceituoso, estamos portanto, sempre dentro desta discussão, e se você curte qualquer página além das especializadas em "variedades" e "celebridades" ou "moda", já se deparou com este questionamento. Então, afinal de contas, de onde veio o ateísmo e a religião, e qual o motivo de tantos ataques?



O evolucionismo e o ateísmo.

O que aprendemos nas escolas é geralmente uma mistura complexa e imatura entre o teísmo criacionista e o fixismo (que será discutido logo adiante), e o evolucionismo Darwiniano e a genética básica. No nosso caso, para evitar um texto extremamente técnico, manteremos a genética somente nos pontos necessários.

O tempo de vida humano, raramente ultrapassa um século, o aprendizado entre as gerações, resulta em uma herança intelectual considerável, mas compromete a visão e os movimentos resultantes, por exemplo, da evolução.

Charles Darwin, tão criticado pelos teístas pela sua produção foi muito influenciado pela Igreja Anglicana, e ao contrário do que se pensa, não tem (em sua vida) uma ligação direta com o ateísmo, apesar disto, a sua relação com as religiões foi de fato sempre precária. Também pudera, os seus escritos não foram aceitos pelo meio religioso, e as visitas periódicas à igreja confundiam ainda mais a sua relação entre o que ele conseguia deduzir a partir de evidências, e o que era dito.

Propor naquela época uma teoria que possibilita a criação do mundo sem a existência de Deus é ser centro de uma explosão gigantesca, apesar disto, as polêmicas darwinianas não terminaram nunca, e se estenderam até os dias de hoje.

A ciência e o teísmo.

É quase indiscutível que os atritos entre religião e ciência são os pontos mais fortes desta discussão. Principalmente, porque ao observarmos os dois lados, o que encontramos é uma ciência que considera a existência de Deus perfeitamente válida, mas que (mesmo servindo de base) mantêm-se cada vez com menos apoio, uma ciência cada vez mais aceita que traz o darwinismo convencional, e a tão "inovadora" Teoria do Design Inteligente que será discuta em outro momento.

Evidências, estatísticas, e principalmente, ficção

Quando falamos em ciência, precisamos nos manter sempre a par de várias situações, isto, porque a mesma costuma ser modificada "facilmente" e as novas descobertas sempre guiam a caminhos aparentemente inesperados.

Apesar disto, a ideia que temos da ciência quando a conectamos a religião é a de que vários cientistas acreditam em Deus, ou defendem o Design Inteligente. Mas a realidade é bastante diferente. A quantidade de defensores do design Inteligente é sim, ínfima em relação as demais, e a quantidade de cientistas criacionistas é ainda mais ínfima. Apesar disto, ainda somos capazes de nos lembrar perfeitamente de onde vieram as grandes revoluções, apesar de não nos lembrarmos bem, dos enormes esquecimentos. A discussão entre religião e ciência é considerada inviável pela maior parte dos pesquisadores, estes, em sua maioria consideram a influência religiosa um fator de peso, e creio que devemos concordar.

O evolucionismo

Quando falamos em evolucionismo assim que um Testemunha de Jeová bate-nos a porta a nossa primeira resposta começa com uma mão sobre a Bíblia e uma cara levemente entojada seguida de argumentos que variam segundo o nível de conhecimento do compartilhador dos ideais religiosos.

Apesar desta aparente discrepância, a falta de conhecimento  em relação as teorias faz tanto um ateísta torcer a cara para informações opostas quanto o contrário... resultado da famosa intolerância.

Trago, portanto, definições menos apelativas em relação a um "convertimento". Iniciando pelo evolucionismo darwiniano.






O Design Inteligente


A definição de Design Inteligente parte do princípio de que a complexidade de algumas estruturas físicas são excessivamente complexas para terem sido originadas a partir de uma seleção natural, mesmo com pouco apoio acadêmico, a teoria apresenta certo crescimento e aceitação alta dentro dos meios religiosos. 





Após alguns exemplos citados acima, sinto-me no dever de esclarecer que de fato, são meros exemplos, como o visto no vídeo anterior, para que haja seleção natural, é necessário que haja reprodução, seleção natural e principalmente que as mudanças apresentem resultado ou interferência na própria reprodução ou modo de sobrevivência.

O criacionismo

O criacionismo parte de uma ideia fixista, ou seja, tudo foi criado como é por Deus em 6 dias, ou, criado de diversas formas ao longo das 10.000 religiões existentes em todo o planeta.



Atualmente, o criacionismo está praticamente em desuso, mas ainda é o mais forte sistema de crença mundial, e é atualmente muito empregado em questões pessoais para civis.

As críticas ao Design Inteligente.

As críticas ao Design inteligente partem em sua maioria porque este, iniciou sua expansão mundial ao basear-se no Criacionismo cristão, o que resultou em uma ligação direta com instituições religiosas, hoje, parte dos apoiadores do Design o separam de ideias religiosas, apesar disto, a influência exercida por este tipo de instituição mantê-se presente.

O trecho de documentário a seguir retrata o início do aumento da repercussão do Design Inteligente:




As críticas ao Evolucionismo e a reafirmação do criacionismo


Parte das críticas ao evolucionismo partem da ridicularização da ideia do ser-humano vir de um macaco, da mesma maneira que também acusam o darwinismo de fraude por não corresponder a datações realizadas. Ignorando todas as afirmações incabíveis de serem apresentadas, ainda restam várias críticas imprecisas, mas, o reafirmamento da evolução é combatido pelo reafirmamento criacionista, geralmente, na valorização dos próprios textos apesar das reformas bruscas os quais sofreram.




A revalorização das escritas é clara, mas é necessário deixar claro que a Bíblia inteira sofreu modificações sérias ao longo do tempo, e mesmo não sendo tantas como presumimos, principalmente devido ao respeito pelo livro (por parte dos crentes e não necessariamente da igreja), são problemas sérios para considerarmos a escrita perfeita e imutável.


Além dos argumentos apresentados, e das batalhas e críticas apresentadas, eu mesmo não arrisco em avançar, e acima de tudo, repassar meus pensamentos sobre este "horizonte".


E você, tem coragem de ir além do que o nosso post foi? Aproveite os comentários para partilhar!


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