Viver e existir: Como definir vida?

O que é vida e o que é existência?A definição de vida nunca foi tão complexa quanto é hoje em dia, a científica por exemplo,  variou extravagantemente ao longo do tempo e levou a revogação de ideias que pareceriam perfeitas em outras épocas. Mas será mesmo que basta uma definição científica geral para aplicarmos a nossa vida tantas complexidades? Como viver? E afinal, vivemos ou existimos?









Definindo o que é vida através da ciência.

A definição de vida partindo do aspecto biológico ultrapassou barreiras suficientes para ser considerada incerta sempre. Segundo o artigo publicado pela Live Science, (acessível resumo em português através do blog Mistérios do Mundo) a última definição de vida pode ser aceita como "um sistema material evoluindo através de mutações, reproduções e da seleção natural."

O que é vida para a ciência?
Mas até mesmo a seleção natural é uma definição limitada e discutível. O que deixa brechas para novas ideias. A realidade, é que a vida é um contentor de energia, uma organização complexa que se "auto sustenta" até cair por completo. O que não nos torna fisicamente muito diferentes do que consideramos objetos. 

Felizmente, a vida chegou a um ponto de complexidade grande o suficiente para considerarmos a definição física básica. A mente pode ser considerada um ponto chave, mas, é complexo demais tratar de tudo dentro de um segundo assunto. Sendo assim, consideraremos o que é a vida científica da maneira citada anteriormente.

 Curiosamente, a vida biológica não é suficiente para satisfazer a mente do homem, e é neste ponto que surge a ciência, a curiosidade, e parte da arte.


Vida pessoal: A vivência e a existência.


Viver ou existir?
A vida abordada de maneira filosófica, pessoal, ou social, apesar das diferenças, pode ser definida como aquilo que nos satisfaz da mesma maneira que pode ser também definida a partir do que deixamos para os outros. Como sempre digo, nós apodrecemos, mas a ideias se tornam alicerces.

A vida, é como uma enorme caixa vazia. Você sabe o que é obrigatório colocar nela, o que se pode deixar, e finalmente, o que se deve abrir mão.

A diferença entre viver e existir é que a existência é o que é. Como se ao invés de se ter uma caixa, se tivesse uma pedra. Ela durará o que durar, mas será perdida com facilidade. Nada demais, ficará no canto dos olhos de quase todos. Ao contrário da caixa que mesmo sem destaque, levará muita cosia consigo e será lembrada por sua importância mesmo que poucas vezes.

Existir, é viver como nada. É como estar ali e não ter nenhum valor, tendo medo de mudar algo do lugar. A definição de vida neste caso, é a influência exercida em tudo que se tem ao redor. E todas as coisas que retém alguma memória, remetem a alguém que viveu, talvez tanto, que se tornou uma memória extremamente forte. Alguém que teve uma forte essência, boa, ou ruim.

Quem dera (ou não) que eu tivesse todas as respostas relacionadas a vida. Mas, é simplesmente impossível saber se o que andamos fazendo nós chamamos de viver ou existir.

Precisamos em nosso tempo, observar o que temos dentro, tomar coragem para tocar em todas as feridas, e saber se elas doem, este é o único modo de descobrir, se andamos vivendo ou existindo. Afinal, pedras não sentem dor.


     Leitura complementar     



Do que precisamos para viver?

Do que precisamos para viver?De muito. O viver biológico acarreta em consumo, o consumo excessivo porém,  não é necessariamente uma influência pura do capitalismo como aparenta, pelo contrário, o desejo pelo mais, é causado pelo egoísmo independentemente do sistema econômico. O consumo necessário por parte do ser biológico é alto, embora facilmente sustentável, ainda assim, é impossível que exista um viver sem o outro.A importância do ser biológico dentro do viver, tornou a ideia de incluir ciência dentro deste post imprescindível, já que viver biológico é altamente necessário, assim como o viver social é imprescindível para a sobrevivência e  fabricação do necessário, estas variações tornam um viver dependente do outro. E mesmo mantendo distante do que se considere sociedade, tudo consumido parte dela. Inclusive, o conhecimento que levou a escolha.

Por isto, a definição do ser-humano como ser naturalmente social é tão válida.

Da mesma maneira, não é suficiente existir para ser feliz, é necessário viver, mesmo que dolorosamente, o que faz com que nós cada vez mais devamos ficar abismados ao ver os tão divulgados casos de superação onde o viver social e pessoal, mesmo limitado ao biológico, passa a ser completo o suficiente para ultrapassar os demais.



Agradecimentos: