Hoje, acordei poeta

Acordei com vontade de escrever poesia

  Preparei um post super completo, estava prestes a corrigir os erros de português e liberá-lo quando de repente fui fisgado por um pensamento inconstante. Um pequeno trecho de um texto que eu nunca li que logo se interligou a poéticas frases para dissertamento, não do que corrompe a alma, mas do meio filosófico que costumo fazer. Infelizmente, nem sempre algo que deve puxar do fundo puxa, e aí, não importa, nem o melhor poeta consegue escrever. O inverso às vezes acontece e nem o maior imbecil consegue ficar sem escrever. A única diferença é que resolvi escrever em um lugar não muito anônimo e não muito oportuno.


Hoje, acordei poeta...


 E de repente eu fui percebendo sutilmente, o cheiro de nuvem e céu, vi algo que preferiria não ver, finalmente " algum troço havia morrido no meu mundo", Mas toda escolha, decepa alguma coisa, e embora pudesse chorar não era a hora.

 Estava desesperado por mais um dedo perdido mas estava esquecido dos anéis. As risadas não eram alegres e os sonhos não eram bons. Cada um, com os seus demônios meu caro! Mas nunca resistirei a cuidar do demônio dos outros e alimentar seus anjos.

Os demônios dos outros, suas dores, suas lágrimas, pouco importam... só ME importam. Amparar e cuidar.. como dão as costas? Os olhos que se retorcem para não ver, e os fixos, que veem, sabem, e não fazem. As mãos e bocas que não seguem os olhos e o miserável que morre a míngua sem se enxergar.

Como lidar com o que não se pode ver? Simplesmente impossível acreditar que alguém consegue ver o detalhe e não enxergar o problema.

Enfim, não importando se minha maldita cota de loucuras diárias estava sanada ou extrapolada (acho que até eu enlouqueci) deveria ao mínimo tentar algo. E tentei, mas a surdez mental sufoca qualquer palavra.

Desistindo, resolvi dissertar, dissertar onde a mente pensa, mas o coração não anda, onde o coração descansa, a mente esquece e finalmente nada se enraivece. mas descansar a mente em dissertações que a corrompem nem sempre é uma bela ajuda para o póstumo. 

Não matei o pior, virei eu a matar o único que prestava? Escrevi, escrevi, e cansado de escrever descansei e descansando me veio a mente, afinal, e aquele problema cujo nada fiz? Voltei a fazer, e quando a loucura do problema não cedeu, voltei-me ao meu mundo e esqueci, e finalmente sem saber o que fazer, dissertei em meu muro que quase todos leem, e meu pequeno muro, meu pequeno pedregulho, não estava pronto para a dissertação, porque EU não estava.

  Preparei os rabiscos na minha pedra pessoal quando de repente fui fisgado por um pensamento inconstante. Um pequeno trecho de um texto que eu nunca li que logo se interligou a poéticas palavras de alguém que já está morto. Pensando, acho que não devo hoje colocar nenhum dissertamento, não do que corrompe a alma, nem do meio filosófico que costumo fazer. Infelizmente, nem sempre algo que deve puxar do fundo puxa, e aí, não importa, nem o melhor poeta consegue escrever. O inverso às vezes acontece e nem o maior imbecil consegue ficar sem escrever. A única diferença é que resolvi escrever em um lugar não muito anônimo e não muito oportuno, meu pequeno pedregulho esquecido a alguns dias. E que hoje serve de apoio para me livrar dos loucos, para me esconder um pouco da vida, e me fazer pensar um pouco no a pouco esquecido, alguém bem conhecido, um tal de eu mesmo.