As redes sociais e a sociabilidade (+ ou -?)

 Redes sociais- Dois rostos interligados por diversas redes sociais e serviços como SMSs embora estejam próximos
 Esse não é um tem simples de ser tratado. Devido ao blog, acabo participando de muitas redes sociais, para mim, elas são uma maneira muito útil de me manter antenado nos acontecimentos e nas novidades que a televisão não mostra.

Sim, para mim elas são essenciais como um meio de comunicação e são úteis como um meio de distração, assim, como meio de distração, elas acabam gerando "zumbis", pessoas obcecadas pelas redes sociais, e todos sabemos ou conhecemos esses zumbis geralmente pouco pensantes e também várias vezes pouco sociáveis (hilariamente).


 É inegável que os meios de comunicação são atores importantíssimos na globalização e na distribuição de informações, e modismos, essas "utilidades" influenciam na nossa vida direta ou indiretamente, e estas provém da atual necessidade e sede de informação da sociedade atual, essa sede, é responsável por nos causar essa dependência de comunicação, um mecanismo importantíssimo para os humanos.

A dependência de tais meios para a comunicação, resultam diretamente na extensão dos modos de comunicação, e ao mesmo tempo na redução da capacidade de comunicação básica. Infelizmente nem sempre tais meios estão disponíveis, e assim como o uso exacerbado de meios como a calculadora podem gerar deficiências em matemática, o uso exacerbado destes meios (celulares, redes sociais e etc) podem levar a deficiências humana de comunicação.

Embora seja impossível manter-se "antenado" sem tais meios, viver baseado neles é um problema que não vem de agora; Professores tem dificuldade em limitar o uso destas "redes sociais" na sala de aula, amigos conversam mais pelas redes sociais do que pessoalmente, pessoas vivem pensando no que se passa no facebook o dia todo, e outras se tornam tão dependentes (incluindo de jogos online) que acabam tendo que ser internadas.

Qual a função das redes sociais?


Como qualquer invenção, as redes sociais (inventadas por Truscott e Jim Ellis) tiveram seus ideais, de início, era simplesmente um mural onde se viam informações. Como tudo, isso evoluiu, essa evolução, seguiu até chegarmos nos famosos facebook, twitter ou mesmo google+.

Estas facilitaram a divulgação de informações, e hoje estão presentes em todos os celulares, smartphones, tablets e outros meios que costumam ficar sempre a mão.
Redes sociais reduzem sociabilidade- Espiral de redes sociais abertas em leque
elas evoluíram tanto, que chegaram ao ponto de tornarem-se um dos principais meios de comunicação. E hoje estão começando a invadir a área das comunicações pessoais. Essas comunicações, estão ficando para trás, e assim como o objetivo das redes sociais, houve também outra evolução; Os torpedos SMS, e as ligações telefônicas.

Realmente essa falta de contato  pessoal é cada vez mais presentes. E isso implica diretamente na ideia de Spitzer, os nativos digitais já existem, e mais, já estão mais presentes do que se imagina. Esse excesso de informação ou falta dela, gera o que ele retratou como demência digital. Ou seja, a realidade, está invertida, ou melhor, essas pessoas estão começando a viver em uma realidade que não está de acordo com as ideias de realidade. Estão vivendo dentro de Angry Birds e Dragon Citys demais, e isso, é o que conturba a verdadeira utilidade de redes sociais ou mesmo da internet como um todo. O principal objetivo é atender a necessidade, e não necessariamente ser a necessidade, assim como dinheiro, a internet não traz felicidade, mas, reduz os valores de tudo para se por em primeiro lugar.

Para saber mais sobre demência digital acesse:  Pavablog.

Socializando sozinho- Formato alterado da escultura "o pensador" (homem azul, sentado em bolas amarelas boiando na água. E qual a diferença entre este contato virtual e o real?


Preocupado com os leitores que poderiam se perguntar quanto a isso, e me preocupando com uma pregação em redes sociais quanto a isso, resolvi finalmente me referir diretamente ao fato de que, contato pessoal NÃO é a mesma coisa coisa que contato virtual!

E quais seriam essas diferenças?

No contato real a uma aprendizagem quanto ao pensamento do outro. Ao contrário das redes sociais onde você é sempre o aparente centro, nos contatos gerais (reais) você não é o centro, você aprende a importância das pessoas, e aí fica o alerta para as mães de plantão. Redes sociais demais podem deixar o seu filho mais egoísta, já que nas redes sociais, ou ele é o centro ou ele é o espectador. Lembrando que nesse caso, o espectador não quer dizer ouvinte ( na maioria das vezes é melhor dizer que eles aguardam para novamente serem o centro do mundo)

Na vida real, os sentimentos são mais intensos, sim, raiva, ódio, cuidado, e carinho, solidão por aqui, no mundo real, tudo é mais intenso.

A linguagem e os fundamentos filosóficos:

A invenção da imprensa, a criação do alfabeto, a criação da linguagem tecnológica, todas essas evoluções contribuíram para a separação da linguagem de leitura inerte e "indefinida" (física e presente) para as diferenças entre a linguagem física e a linguagem escrita e independente.

"[...] antes da criação e adoção do alfabeto na Grécia antiga, eram os poetas que transmitiam oralmente muitos aspectos da cultura. [...] Desse modo, ação e linguagem estavam estreitamente ligadas.

[...] A partir do século IX a.C, desenvolveu-se o alfabeto grego, dando origem a uma transformação de grandes consequências. O relato oral foi perdendo  relevância exclusiva de antes,  pois o texto escrito que se difundia, falava por si mesmo, e para "escutá-lo não era necessário mais um orador.[...]

 Segundo Ong, a linguagem escrita também separou o autor do discurso (ou texto) de seus "ouvintes" (ou leitores), dificultando ou impossibilitando a interação e a interlocução -que antes era comum- entre orador e comunidade [...]

 Algo semelhante às duas revoluções anteriores está acontecendo nas últimas décadas, o problema da distância para comunicação praticamente acabou, ao menos em tese.

 Em que implica tudo isso? O impacto das novas tecnologias comunicacionais tem sido muito discutido pelos estudiosos. Talvez esteja havendo, em certa medida, uma retomada da linguagem de ação dos primeiros tempos, só que agora de forma mais democrática, já que cada um pode relatar os acontecimentos e interagir com a "comunidade (nesse caso aplica-se a rede social) recebendo de volta outras percepções.

 Paralelamente, a possibilidade de do texto eletrônico também está ampliando  o acesso às bibliotecas do mundo inteiro, promovendo ainda mais a linguagem de reflexão.

(Fundamentos de filosofia; Editora Saraiva:
Gilberto Coutrim e Mirna Fernandes)

Definindo as narrações "sociais":


A linguagem unida a medidas físicas nesse caso não equivale as relações humanas, de calçadas. Nessas como o dito antes há uma relação circular, sem necessariamente um "autor" e "ouvintes", o contrário do que ocorre com as redes sociais, onde você funciona como o centro.
Socializar- dedos imitando pessoas com diversos balões de falas coloridos


E afinal, elas aumentam ou diminuem a sociabilidade?

(Mudança proposta pelo usuário Lucas Soares)

Sociabilidade entende-se por capacidade de se sociabilizar. Sociabilizar-se, equivale a atitude de trocar informações, contar histórias e "contactar-se" com outros seres, isso garante que as redes sociais aumentam os horizontes da sociabilidade embora diminuam a qualidade de tais, pondo o usuário, como sendo o "centro do universo" e reduzindo a ideia de conjunto.

Nesse caso, com todos os pontos de vistas postos a prova, o que fica é a ideia de que:

> Sim, elas aumentam as capacidades sociais
> Sim, elas diminuem a qualidade das relações
> Sim, elas são úteis para distribuir informações
> Não, elas não são ruins, mas são ferramentas (ao bem ou ao mal)
>Não, elas não devem ser usadas sempre
>NÃO SUBSTITUEM RELAÇÕES REAIS

Enfim, aumentam o número de relações e reduzem a qualidade das que já existiam (já que você tende a trocá-las pelas virtuais) , mas aumentam o número de relações, em troca, vão-se as ligações com o mundo real, e a troca de informações úteis ao se socializar reduzindo a capacidade mental, e em excesso levando a demência e a ilusão de participar de outro mundo.